Obras de duplicação da PR-445 estão paradas
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quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Lucio Flávio Cruz <br>Reportagem Local 
Londrina - O governador Beto Richa anunciou com festa e fogos de artifício o início da duplicação do primeiro lote da PR-445 no dia 15 de outubro. A ordem de serviço foi assinada no dia 22. Passados 30 dias a obra continua sendo um sonho do londrinense e ainda não saiu do papel.
A reportagem da FOLHA percorreu ontem os seis quilômetros do lote 1, que vai do viaduto do Conjunto Jamile Dequech (zona sul) até a Avenida Harry Prochet, e não encontrou sequer um operário ou máquina trabalhando no local. Por outro lado, existem sete grandes placas do governo do Estado no trecho indicando os detalhes da duplicação e que haveria homens trabalhando na rodovia.
A primeira etapa do projeto é de responsabilidade da Construtora Sanches Tripoloni, de Maringá, e está orçada em R$ 23.586.917,05. A previsão de duração da obra é de 18 meses.
No lote 1, que vai do quilômetro 64 até o 70, foram iniciados apenas o trabalho de terraplenagem na margem da estrada e é possível encontrar algumas manilhas espalhadas em pelo menos dois pontos. Há mais de três semanas não é vista nenhuma movimentação no local. O mato já voltou a crescer no local onde havia sido retirado para a construção da nova pista.
O aposentado Cipriano de Jesus, de 72 anos, que mora há oito anos à margem da rodovia se mostra indignado com a lentidão na retomada dos trabalhos. Segundo ele, os serviços executados demoram demais. ''Nas três semanas que tinham algumas máquinas eles apenas tiraram o cascalho da lateral da pista. Isso que eles fizeram um boia-fria com uma foice fazia mais rápido'', colocou. ''Foi só uma festa no período eleitoral, depois não apareceu mais ninguém.''
Para a dona de casa Maria Izabel Cassemiro, 58, mais uma vez os políticos fizeram promessas que não cumpriram. Ela utiliza a rodovia todos os dias, já que é moradora do Conjunto Jamile Dequech, e sabe bem dos perigos da estrada.
''Moro aqui há oito anos e sempre se falou na importância desta duplicação. Aqui o movimento é intenso e há muito acidentes todos os dias. A gente só não entende porque tanta demora para atender as obras que são realmente necessárias. Para onde vai tanto dinheiro dos nossos impostos?'', indagou a moradora.
Através da assessoria de imprensa, a Secretaria de Infraestrutura e Logística informou que o cronograma apresentado pela empresa já previa uma lentidão nestes primeiros meses de trabalho para a mobilização de maquinário e contratação de operários em virtude da aproximação do fim do ano e de férias de funcionários.
Ainda segundo a secretaria, a Sanches Tripoloni garante um ritmo ''acelerado e forte'' dos trabalhos a partir de janeiro. Apesar da obra estar parada, o Estado afirma que o projeto não será afetado e que o prazo de conclusão do lote 1 está mantido para março de 2014.
A duplicação completa da PR-445 engloba um trecho de 17 quilômetros que vai até o viaduto da BR-369 em Cambé. De acordo com o projeto serão construídos ainda 13 viadutos. A obra foi dividida em três lotes. O planejamento inicial é que os três começassem na mesma data, mas os lotes 2 e 3 serão iniciados apenas em 2013.


