Obras de drenagem são fundamentais
Curitiba- O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) tem divulgado todos os boletins sobre a balneabilidade das praias para instruir a população que vai passar a temporada no Litoral. Mas o secretário Rasca Rodrigues acha que os critérios para análise se o local é próprio para banho ou não precisam ser alterados.
Hoje, se um ponto é considerado poluído em duas amostras seguidas, ele precisa ser considerado como adequado em outras cinco para voltar a figurar como local próprio para banho. As fossas domésticas nas casas também afetam a balneabilidade. E a falta de ligação de esgoto por parte dos veranistas é outro problema: em Matinhos, por exemplo, das 2,8 mil ligações disponíveis há mais de 15 anos, apenas 700 foram realizadas na rede de esgoto.
Dados da Sanepar revelam que dos 383 hotéis e pousadas com rede de esgoto disponíveis no Litoral, 251 não estão com a situação regular e despejam seus dejetos de forma indevida. Somente em Matinhos, são 120 hotéis e condomínios irregulares. Mas o mais sério é a falta de drenagem. ''A drenagem não foi feita pensando em balneabilidade. Isso já detectamos e estamos fazendo agora um trabalho de detalhamento do que é necessário se fazer'', confessou Rasca.
O projeto está sendo feito em conjunto com a Funpar -Fundação da Universidade Federal do Paraná. A idéia é fazer um projeto para implantação de uma política de macrodrenagem visando a balneabilidade. ''Ainda não temos idéia do impacto que isso trará aos cofres públicos. Mas estamos convencidos de que obras de drenagem são fundamentais'', disse Rodrigues.
Para o secretário, os prefeitos terão que colaborar fazendo planos de microdrenagem -em parceria ou não com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano- para evitar o entupimento de bueiros, que facilitam o chamado refluxo. ''Se houver mesmo o problema de falta de um projeto adequado, vai sempre dar refluxo. Daqui para frente não vou aprovar qualquer investimento da Sanepar antes de saber o que está acontecendo e se o projeto vai realmente resolver o problema. Não podemos ter informações truncadas'', ponderou o advogado Pedro Henrique Xavier, presidente do CAD da Sanepar.
Uma reunião do CAD da Sanepar foi convocada extraordinariamente e vai debater o problema na próxima segunda-feira.





