Arquivo FolhaEstrada liga São Paulo a Florianópolis, passando por CuritibaAté o dia 10 de dezembro, o Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) divulgará o nome das empresas ou consórcios que irão explorar a Rodovia do Mercosul, que liga São Paulo a Florianópolis, passando por Curitiba. As empresas vencedoras da licitação aberta pelo DNER terão até julho de 1999 para apresentar seus projetos.
A previsão inicial é de que, nesta segunda fase de obras, sejam investidos mais R$ 300 milhões, nos 700 quilômetros da rodovia. O período de concessão é de 25 anos.
As concessionárias passarão a cobrar pedágio. Entre as obras que serão executadas estão a implantação de um sistema de monitoramento meteorológico, postos para socorro médico, assistência mecânica e a construção das praças de pedágio.
O DNER estima que o governo vai economizar, durante os 25 anos de concessão, cerca de R$ 6 bilhões. Segundo informações do DNER do Paraná, a Rodovia do Mercosul vai receber os mesmos benefícios que as principais rodovias internacionais possuem.
No trecho paranaense do chamado Corredor do Mercosul, na BR-376, as obras, que integram a primeira fase, foram iniciadas no ano passado. Dezenove empresas são responsáveis pelos serviços, que estão divididos em sete lotes.
No início de novembro, o Ministério dos Transportes anunciou que as obras de duplicação já iniciadas na rodovia sofrerão diminuição no ritmo em decorrência dos cortes no orçamento de 1999. Mas, de acordo com o ministro Eliseu Padilha, isso não deve atrasar o cronograma dos serviços.
Todas as obras da Rodovia do Mercosul estão orçadas em R$ 1,5 bilhão e envolvem ainda a duplicação da BR-116 (Régis Bittencourt), entre São Paulo e Curitiba, e a BR-101, entre Curitiba e Florianópolis. No Estado de Santa Catarina já foram realizadas 42% das obras, enquanto que no Paraná estão prontas 40% e, em São Paulo, 14%.

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