Obra que desabou em universidade não tinha alvará, diz prefeitura
Unicesumar afirma que todas as exigências relacionadas a segurança da construção em Maringá estão em dia
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sexta-feira, 24 de maio de 2019
Unicesumar afirma que todas as exigências relacionadas a segurança da construção em Maringá estão em dia
Larissa Ayumi Sato - Grupo Folha 

A Prefeitura de Maringá informou que a Unicesumar não tinha o alvará de projeto e execução do bloco em construção que caiu no último dia 16. A queda de cinco lajes causou a morte de Natália Meira Celeste, de 20 anos, estagiária da instituição, e feriu dois homens.
A informação foi revelada pelo Município por meio de nota divulgada pela assessoria de comunicação nesta sexta-feira (24). De acordo com a Seplan (Secretaria de Planejamento), o alvará de construção do bloco de ensino foi pedido em agosto de 2018.
"Em novembro, o pedido foi indeferido por insuficiência de documentos para orientar a análise. A empresa foi notificada dessa decisão. Novo pedido só foi protocolado em março deste ano e está sob análise. O prazo médio para manifestação da Seplan sobre pedido é de 90 a 100 dias. Portanto, a construção do bloco foi iniciada sem o correspondente alvará de projeto e execução", declarou a Prefeitura de Maringá.
Também em nota, a Unicesumar afirma que atendeu a todas as exigências relacionadas à segurança e que vem colaborando para o esclarecimento do caso. "O Alvará, protocolado no dia 29 de agosto de 2018, foi solicitada pela Administração Pública a complementação de documentos referentes ao projeto, como a unificação cadastral de lotes, dimensionamento de área de preservação permanente, ponte de acesso ao campus, atualização do RIV (que posteriormente foi informado que não seria necessário), captação de água da chuva, ou seja, nenhuma irregularidade de projeto de edificação foi apontada. A Instituição declara que o documento é uma medida administrativa e não reflete no ocorrido", rebate a Unicesumar.
A universidade ainda garante que todas as exigências na área de segurança estão de acordo e em dia. A nota ainda afirma que foi contratada "uma das maiores e mais experientes construtoras do país referente ao modelo construtivo", empresa que já atendeu a instituição em outras obras "sem nenhuma intercorrência".
"A Polícia Científica e os órgãos competentes estão avaliando as causas do ocorrido e a Instituição tem acompanhado e contribuído com as informações necessárias para que tudo seja esclarecido, tendo em vista que o principal interesse é encontrar as razões da queda de um painel de laje de 10m2, que ocasionou o acidente", acrescenta a nota.
INVESTIGAÇÃO
O delegado-adjunto da 9ª SDP (Subdivisão Policial), Luiz Henrique Vicentini, responsável pela investigação, informou que em um primeiro momento, a Polícia Civil instaurou o inquérito que vai apurar a causa de o prédio sofrer o colapso e o responsável pela obra.
“Solicitamos documentos à Unicesumar, prefeitura e a empresa indicada como responsável pela construção e estamos aguardando a entrega, além do laudo da Criminalística. Peritos trabalham no local desde o dia do acontecimento, e estamos em contato direto”, ressaltou o delegado. Após o recebimento dos documentos, a Polícia Civil vai iniciar a inquirição das testemunhas.
VÍTIMAS
A assessoria de comunicação do HU de Maringá informou que Antônio Sérgio Fernandes, uma das vítimas do acidente, recebeu alta neurológica e ortopédica no dia 18 de maio.
O outro ferido, Joelson Trevisan Pires, continua na UTI do hospital Santa Casa de Maringá em estado grave


