Londrina - Durante a abertura da exposição "60 anos Artigas", também foi realizado o lançamento do livro "Museu, Memória e Criatividade em Cidades Novas", organizado pelo professor de História da Unifil, Leandro Magalhães. Trata-se de uma coletânea de textos transcritos das palestras apresentadas no 4º Encontro Cidades Novas, evento que aconteceu no ano passado na Unifil e que integrou a comemoração dos 20 anos do Museu de Arte de Londrina.
Segundo Leandro Magalhães, o prédio do Museu de Arte de Londrina possui um duplo significado. "Além do significado artístico e arquitetônico, a obra de Vilanova Artigas possui um significado emocional e afetivo. Antes de se tornar um museu, aqui foi uma rodoviária. Meu pai, por exemplo, foi motorista e me trouxe muitas vezes para cá", relembra. Ele alertou que o espaço precisa de cuidados, de uma restauração. "As cidades novas, com menos de 100 anos, vivem um dilema, pois precisam conciliar a modernização com a preservação da memória".
A diretora de patrimônio histórico da prefeitura, Vanda Moraes, ressaltou que o prédio da antiga rodoviária é o mais valioso patrimônio que a Prefeitura de Londrina possui. Ela destacou ainda que o projeto de restauração do prédio está pronto e que a obra está orçada em R$ 2 milhões, no entanto a pasta vem encontrando dificuldades para obter financiamentos para a obra.
A secretária de Cultura, Solange Batigliana, declarou de maneira bem desanimada que as tentativas de obter verbas têm sido difíceis. "Todos os nossos contatos não resultaram efetivamente em recursos para a restauração do museu", afirma. Sobre a utilização de recursos próprios, ela declarou que embora o projeto de restauração do museu esteja pronto, há outras prioridades na pasta, como a finalização da obra de restauração da Casa da Criança, outra obra de Artigas. (V.O.)

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