Obra garante estabilidade, afirma supervisor do DNIT
Curitiba - O supervisor do Departamento Nacional de Transportes (DNIT), Ronaldo de Almeida Jares, responsável pelo trecho paranaense da BR-116, admitiu que a terra está instável e continua se movimentando. Entretanto, as obras de contenção do morro já garantiriam segundo ele a estabilidade da pista. O grampeamento do morro já foi concluído e estão sendo colocados tirantes de cimento com 12 metros de profundidade para segurar a parte inferior do aterro. Foi feito um concreto projetado na cabeceira do morro para criar uma impermeabilidade, evitando que a água entre e aumente a erosão.
''Estamos em cima de um colchão com tendência de descer. Precisamos evitar que isso aconteça. Um agravante é que a represa está baixando o nível rapidamente, o que aumenta a instabilidade'', esclareceu Jares. O engenheiro disse que o serviço ''emergencial e artesanal'' está praticamente concluído.
Ele não acredita em acidentes, como afundamento de pista ou formação de crateras. ''Essas retrações e instabilidades não nos preocupam. Não iremos precisar interditar pista, nem criar um clima de que algo poderá acontecer. Os motoristas podem trafegar tranquilamente pela rodovia'', declarou ele.
Ontem, cerca de 60 operários e 12 técnicos estavam trabalhando no local. Entre os técnicos estão geólogos, tecnólogos, especialistas em pontes e projetistas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. ''Se chegarmos a um ponto que percebermos que temos que interditar a rodovia, faremos. Mas não vai acontecer nada. A única preocupação é com chuva prolongada'', disse ele. O coordenador de obras de artes especiais do DNIT em Brasília, Eduardo Calheiros, esteve ontem visitando a obra e reafirmou que a rodovia não será interditada.
''As obras estão caminhando dentro do esperado. Não teve nenhum fato novo que implique na interdição. O solo está desestabilizado e estamos fazendo o que podemos para evitar a movimentação do morro. É um serviço muito grande. Não vivo de palpites e conclusões mal elaboradas. Sei o que estamos fazendo. Não rasgaria meu diploma para dizer que a obra está estável, nem a vida de pessoas'', ponderou ele.
O diretor do DNIT do Paraná, Rosalvo Gizzi, garantiu ontem que o local não apresenta qualquer risco. ''Apenas alguns alarmistas dizem o contrário. Não existem riscos hoje. E se houvesse, eu mesmo iria interditar a rodovia. Não colocaria em risco o meu próprio pescoço. Tenho 33 anos de engenheiro rodoviário. Não seria irresponsável'', declarou Gizzi.(L.P.)





