Obra do metrô desaba e abre cratera em São Paulo
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sábado, 13 de janeiro de 2007
Folhapress 
São Paulo - O solo nas proximidades do canteiro de obras da estação Pinheiros do Metrô (zona oeste de São Paulo), onde houve um desabamento por volta das 15h de ontem, continua cedendo. A área permanece interditada pela Defesa Civil.
O desabamento ampliou um buraco já usado pela empreiteira para descer veículos e equipamentos para as obras da linha 4-amarela, 30 metros abaixo. A cratera ''engoliu'' veículos e causou a interdição das ruas próximas. Imóveis foram esvaziados.
O secretário de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, afirmou que ainda não é possível determinar as causas do acidente. Ele afirma que não há funcionários da obra soterrados, mas o motorista e o cobrador de um dos veículos que caiu na cratera não foram localizado. Ao menos quatro veículos caíram no buraco.
A assessoria de imprensa da Concessionária Via Amarela, responsável pela obra, declarou que os engenheiros atribuem o desabamento a razões geológicas. O terreno da região, de acordo com a assessoria, é instável e já tinha apresentado problemas no ano passado. Mauro Bastos, assessor da concessionária diz que estava sendo feito um rebaixo ao lado do posto da estação Pinheiros. ''Os funcionários estavam cavando esse rebaixo quando houve uma instabilidade geológica. As paredes da estação e do túnel foram desabando lentamente. Não há mortos, nem feridos registrados até o momento''. Segundo ele, havia cinco operários com escavadeiras no momento do desabamento. ''Não foi uma queda repentina, foi em câmera lenta e deu tempo de eles saírem'', acrescentou.
Segundo o ajudante de produção Ilderlan Barbosa Furtunato, 27, que trabalha em outro posto de escavação a cerca de 150 metros do local, o acidente pode ter sido causado pelo desabamento do concreto armado da estação, a mais de 60 metros de profundidade.
Jorge Luiz Andrade Bordad, um dos moradores da região, disse que estava vendo televisão quando ouviu o túnel desabar. A casa dele, que fica na Rua Capri, local do desabamento, afundou no solo e corre o risco de ser totalmente engolida pela cratera aberta no asfalto. Segundo ele, a porta teve de ser arrombada para que ele, seus pais e seu sobrinho pudessem deixar a casa.
A Defesa Civil do município de São Paulo informou que está notificando todas as famílias que residem próximas à cratera aberta para saírem do local. Segundo técnicos que estiveram no local, as estruturas de todas as residências no entorno da região do acidente estão comprometidas.
A cratera aberta tem cerca de 80 metros de diâmetro e cerca de 30 metros de profundidade, conforme avaliação preliminar.
Ontem à noite, havia falta de luz na região. Uma das preocupações, agora, é com um guindaste de aproximadamente 50 toneladas que ameaça cair na cratera. O equipamento tem cerca de 50 metros de altura. Técnicos foram acionados pela Secretaria de Transportes Metropolitanos para avaliar se o guindaste pode ser removido do local ou tombado.


