Obesos reivindicam ampliação do número de cirurgias
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2002
Agência Estado 
Rio de Janeiro A luta contra a discriminação e pelo direito de receber tratamento médico adequado marcaram ontem um protesto promovido pela Associação dos Obesos Mórbidos do Brasil, na Praia de Ipanema, no Rio. Segundo os organizadores, cerca de 500 obesos com Índice de Massa Corporal (IMC), que é a relação entre o peso e a altura, acima de 30 juntaram-se para reivindicar a ampliação do número de cirurgias de redução de estômago realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Mais de 3 mil pessoas aguardam na fila, no Rio, para se submeter à operação, que diminui a absorção de alimentos pelo organismo, facilitando o emagrecimento. A associação calcula que existam 500 mil obesos mórbidos no Brasil.
Segundo a presidente da entidade, Márcia Brandão, são poucos os hospitais municipais que realizam a cirurgia, apesar de uma lei municipal sancionada pelo prefeito César Maia (PFL) em 2001 ter acrescido cinco unidades à rede autorizada pelo SUS a operar os obesos. Outra reclamação da associação é o fato de somente três seguradoras de saúde cobrirem os custos da operação, que ficam em torno de R$ 25 mil em clínicas particulares e R$ 3.200,00 quando pago pelo governo, conforme informações de Márcia.
A obesidade é considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) a segunda principal causa de mortes no mundo, ficando atrás apenas de acidentes. De acordo com o coordenador da Força-Tarefa Latino-Americana de Obesidade, Walmir Coutinho, no Brasil, 10% da população é atingida pela doença, em os vários níveis.


