Obesidade é fator de risco
A obesidade, principalmente a abdominal, também é fator de risco para o câncer. Uma alimentação rica em carboidratos refinados e açúcares demanda produção maior de insulina para que esses alimentos possam ser digeridos, chegando à hiperinsulinemia. Com o tempo, o excesso acarreta a diminuição da sensibilidade dos receptores de membrana à substância, ocasionando a resistência à insulina. ''Isso provoca a dificuldade de penetração da glicose para dentro das células e ocasiona um estresse oxidativo metabólico, aumentando o risco de se desenvolver neoplasias'', alerta a nutricionista Larissa Bussolaro, de Curitiba.
A hiperinsulinemia também pode afetar o papel dos hormônios sexuais que, em níveis aumentados, têm relação com um risco maior de câncer. ''Algumas medidas que reduzem a insulina no sangue e a resistência à insulina, como a restrição calórica, o aumento da ingestão de fibras e exercícios físicos podem ter efeito preventivo ou retardar o crescimento de alguns tipos de câncer'', analisa. (C.P.)





