Obesidade aumenta em velocidade alarmante
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 11 de setembro de 2006
Mariano Andrade<br>France Presse 
Bruxelas- A obesidade aumenta em ''velocidade alarmante'' na Europa, onde um em quatro homens e uma em três mulheres sofrem com o mal, segundo dados divulgados ontem pela Comissão Européia, que pediu aos cidadãos do bloco que adotem uma alimentação saudável e a prática de atividades físicas.
''Os números do excesso de peso e da obesidade aumentam em velocidade alarmante. Cerca de 27% dos homens e 38% das mulheres são considerados hoje em dia obesos na Europa'', alertou a Comissão, ao apresentar os resultados de uma consulta pública sobre alimentação e atividade física.
De acordo com números divulgados por Bruxelas, ''14 milhões de crianças européias sofrem com o excesso de peso e mais de três milhões delas são obesas''. O número de crianças com excesso de peso aumenta à razão de 400.000 por ano.
O problema atingiu tal proporção que a Comissão pediu, em caráter ''urgente'', uma ''ação coordenada ao nível da UE assim como no seio dos diferentes Estados-membros'' do bloco.
''Já dispomos de dados que indicam o aumento de afecções como o diabetes e as doenças cardiovasculares'', disse o comissário europeu da Saúde, Markos Kiprianou, ao justificar a necessidade da adoção de medidas imediatas para atacar o problema.
A obesidade é um fator de risco para muitas doenças graves como as cardiopatias, o diabetes tipo 2, a hipertensão, acidentes vasculares cerebrais e certos tipos de câncer. Estima-se que as doenças vinculadas à obesidade representem pelo menos 7% do custo total dos gastos em saúde na UE.
Segundo a Comissão, a má alimentação e a falta de exercícios físicos estão entre as principais causas de mortes evitáveis na Europa.
Entre as propostas para combater o problema, a consulta da UE destaca: melhorar o valor nutricional da alimentação escolar, estimular estilos de vida saudáveis e uma atividade esportiva no local de trabalho, ampliar a oferta de produtos saudáveis em restaurantes e máquinas dispensadoras, estimular o uso da bicicleta nos deslocamentos entre a casa e o local de trabalho.
Outras medidas propostas pelos cidadãos consultados foram a formação de profissionais da saúde especializados no tema, a aplicação de políticas tarifárias favoráveis ao esporte e o uso de estímulos financeiros para promover a atividade física.
Um grande número de entrevistados citou ainda a necessidade de se estabelecer diretrizes européias gerais, neutras e simples, em matéria de alimentação que poderiam ser adaptadas para os diferentes países, regiões e culturas.


