OAB-SP promove ato em defesa da Justiça Trabalhista
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segunda-feira, 15 de março de 1999
Por Fred Ferreira (especial para a AE) 
São Paulo, 16 (AE) - A seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), com o Sindicato dos Advogados e a Associação dos Advogados de São Paulo, promove amanhã (17), na capital, ato público em defesa da Justiça Trabalhista. A manifestação será realizada em frente ao prédio da entidade, na Avenida Ipiranga. "A extinção da Justiça Trabalhista é uma grande besteira", disse João José Sady, conselheiro da OAB-SP, em resposta às duras críticas feitas pelo senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA).
"A Justiça Trabalhista já está praticamente acabada", afirmou o conselheiro. Ele considerou o senador um "sacripanta" por pregar a extinção do órgão. "Congelam os salários dos juízes, diminuem pela metade a mão de obra do órgão e depois dizem que a Justiça do Trabalho não funciona", reclamou Sady.
A OAB paulista acredita que a proposta de ACM é impossível de ser realizada."Os conflitos entre patrões e empregados continuarão a existir", afirmou Sady. "Quem iria cuidar disso?", perguntou o conselheiro da OAB paulista. Ele admite, entretanto, que há distorções que precisam ser revistas no quadro da Justiça do Trabalho: "Há um consenso entre os advogados, por exemplo, para acabar com os juízes classistas."
No entender da OAB de São Paulo, a dificuldade para o trabalhador ter acesso à Justiça é decorrente do processo de "desmanche" pelo qual passa a Justiça Trabalhista - sem juízes
funcionários e infra-estrutura. "Sem ela seria muito pior", avaliou Sady. "A solução é dar condições de trabalho aos operadores da Justiça para atuarem de forma mais eficiente", disse.


