Curitiba- A Ordem dos Advogados do Brasil seção Paraná (OAB-PR) divulgou, ontem, nota oficial sobre as denúncias de tortura e agressões a detentos da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara. A reportagem da FOLHA teve acesso a imagens de presos feridos que, supostamente, teriam sido agredidos por policiais que auxiliam na guarda do presídio desde a rebelião de 14 de janeiro.
A nota veio em resposta à matéria publicada na Agência Estadual de Notícias com o título ''OAB e Conselho Penitenciário dizem que PCE está sob controle''. Na matéria, a Secretaria de Justiça e Cidadania (Seju) argumenta que uma vistoria feita pela conselheira estadual Lúcia Maria Beloni Correa Dias e pelo representante da Comissão de Direitos Humanos do Conselho Federal da OAB, Dálio Zippin Filho, ambos do Conselho Penitenciário, à PCE não encontrou ''sinais de maus-tratos, torturas ou irregularidades que comprometam os direitos dos detentos''.
A OAB-PR esclareceu que recebeu novas denúncias após essa verificação. A Ordem expediu ofícios às entidades responsáveis exigindo investigação urgente sobre as denúncias de ofensa à integridade física e moral dos presos.
A Seju só deve se pronunciar após receber o ofício. A assessoria da Polícia Militar (PM) informou que, após contagem, verificou que todos os presos estão na PCE e nega tortura por parte de policiais, ''uma vez que eles não teriam contato com os detentos''. A PM não abriu investigação para apurar as denúncias.

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