Brasília, 8 (AE) - O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Reginaldo de Castro, enviou hoje ofício ao procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, pedindo-lhe providências para que sejam apurados os indícios de envolvimento de empresas do Grupo OK, de propriedade do senador Luiz Estevão (PMDB-DF), no superfaturamento das obras do Fórum Trabalhista de São Paulo. Tais indícios foram levantados pela CPI do Senado que apurou denúncias de corrupção, nepotismo e outras irregularidades no Poder Judiciário.
No ofício, Reginaldo de Castro afirma que "do relatório final da CPI conclui-se, também, que pode ter havido a prática de crimes por parte do mencionado senador". Diante disso, conforme relata o presidente da OAB ao procurador-geral da República, o Conselho Federal da instituição decidiu encaminhar ao próprio Brindeiro, ao presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), e aos partidos políticos ofícios pedindo que os fatos indicados no relatório final da CPI levem à adoção das providências cabíveis. "No caso do senador Luiz Estevão, é imperativo de ordem jurídica e moral que seja apurado, com o máximo rigor, se houve, ou não, a prática de crimes", afirma o ofício.

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