No fechamento da Semana do Consumidor, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) orientou consumidores londrinenses na manhã deste sábado (17), no calçadão, sobre o uso consciente do cartão de crédito. A campanha quer esclarecer dúvidas sobre os juros rotativos.

Apesar de a regra já estar definida pelo BC (Banco Central) desde abril do ano passado, muita gente ainda tem dúvida sobre a cobrança. Diferentemente do que ocorria antes, quem optar por pagar o valor mínimo da fatura não poderá fazer essa opção por vários meses consecutivos. A restrição foi criada para coibir o uso do rotativo e obrigar os bancos a oferecer uma solução de parcelamento para o cartão de crédito com juros mais baratos.

O atendimento ao público ocorreu no calçadão durante a manhã deste sábado.
O atendimento ao público ocorreu no calçadão durante a manhã deste sábado. | Foto: Guilherme Marconi/Grupo Folha



O coordenador da Comissão de Direito do Consumidor da OAB Londrina, Tiago Okazaki, explica que o guia prático distribuído no calçadão e as orientações são importantes para evitar que o consumidor caia em "armadilhas" e em dívidas que acabam virando uma "bola de neve".

"O crédito oferecido pelos cartões é um crédito fácil. A pessoa faz parcelamento, mas não avalia com cautela se irá ter dinheiro para pagar." O advogado orienta que o consumidor só poderá pagar o mínimo do cartão uma única vez. "Hoje é possível renegociar por um financiamento com juros mais baratos."

A taxa de juros rotativos encerrou 2016 em 484% ao ano. Já as taxas negociadas com bancos podem variar de 0,99% a 9,99% ao mês. É importante destacar que, pelas novas regras, o cliente ainda pode fazer o pagamento integral de sua dívida a qualquer momento, mesmo antes do vencimento da próxima parcela.

A servidora pública Sônia Maria Gomes buscou orientação no quiosque da OAB em parceria do Procon na manhã deste sábado (17). Ela alega que sempre utilizou seus cartões de forma consciente, evitando pagar o mínimo. Mesmo assim, ao tentar fazer um novo cartão numa loja de departamento, teve o pedido negado. "Não tenho restrições, a loja não me dá explicações e estou me sentindo constrangida. Vou procurar meus direitos para conseguir uma resposta."

Outras dúvidas recorrentes dos consumidores são em relação aos prazos de devolução de produtos com defeitos, troca de produtos e parcelamentos.

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