A seccional do Paraná e a subseção de Londrina da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) elegeram na quinta-feira (22) as chapas que irão gerir as entidades pelos próximos três anos. Vânia Queiroz fez história na cidade ao ser eleita a primeira mulher a comandar a instituição. A chapa XI de Agosto venceu o grupo da Algo Novo, encabeçada pelo advogado Mauro Yamamoto. Depois de seis anos, a decisão em Londrina contou com duas chapas. "Esta vitória significa a confirmação da confiança no trabalho que vem sendo feito. O fato de termos uma chapa de oposição nos fez refletir e promover uma renovação de 70% dos nomes, além do aumento da participação de mulheres. Agora, passada a eleição, precisamos todos trabalharmos juntos em prol da advocacia", afirmou Queiroz, que tomará posse em janeiro. A data exata ainda será definida.

A nova presidente da OAB Londrina ressaltou a importância da instituição como parte da sociedade civil. O trabalho é feito também através das 33 comissões existentes na subseção. "Participamos dos acontecimentos de forma a buscar a maior transparência das ações. Precisamos manter como premissa fundamental a cidadania como um dever e buscar o estado democrático de direito como o caminho para manter a ordem", opinou a nova presidente. Em todo o Brasil, as seccionais da entidade tiveram votação para eleger as diretorias seccionais, conselheiros seccionais e federais, dirigentes das subseções e diretores da CAA (Caixa de Assistência dos Advogados).

No âmbito estadual, a eleição também foi vencida pela chapa XI de Agosto. O novo presidente será o advogado Cássio Telles, que defende que as prerrogativas profissionais sejam o eixo central de sua gestão. "É importante que haja um equilíbrio de forças entre os advogados, os magistrados e o Ministério Público. Isso só terá como resultado uma justiça de alta qualidade. Mas, para isso, precisamos trabalhar para atualizar a advocacia", explicou Telles, que também iniciará seu mandato em janeiro.

Entre os projetos previstos para os advogados do estado está o Caravana Prerrogativas, que tem a intenção de aproximar a intuição nos mais variados locais de atuação, como nas pequenas comarcas, nos fóruns e nas repartições públicas em geral. "A Ordem tem que ser um agente de transformação da nossa profissão, atualizando, permitindo que o advogado encontre outros espaços para atuar e, na outra ponta, ajudando o advogado iniciante", concluiu Telles.

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