Pelos próximos três meses, os advogados de Curitiba Michel Saliba Oliveira, Sílvio Carlos Cavagnari e José Lagana, estarão impedidos de exercer a profissão. Os três estão presos desde o dia 15 de fevereiro sob suspeita de envolvimento em esquema fraudulento para o resgate de títulos públicos. A suspensão do exercício profissional foi imposta pelo Tribunal de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Paraná (OAB-PR), em sessão extraordinária e especial realizada na última segunda-feira.
O presidente do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB-PR, Osmar Alfredo Kohler, disse que a maioria dos 20 membros da Câmara Especial entendeu que os fatos atribuídos aos advogados representaram prejuízo à ''dignidade da advocacia'' e tiveram impacto negativo em relação à própria entidade. Isso porque um dos envolvidos, Saliba Oliveira, é presidente licenciado da subseção da OAB em Curitiba.
A suspensão preventiva do exercício profissional, explicou Kohler, está prevista no Estatuto da Advocacia como uma das punições possíveis para conduta incompatível. Quando o profissional acumula duas sanções de suspensão, ele pode ser excluído da OAB.
O processo principal na OAB-PR, envolvendo os três advogados, deve levar 90 dias para ser concluído. Segundo Kohler, essa análise pode resultar na suspensão por até 12 meses, multa e até exclusão do registro junto à OAB.
Os advogados de defesa podem recorrer da decisão do Tribunal de Ética, mas, segundo Kohler, o recurso não reverte a suspensão. Durante os três meses, os clientes de Saliba, Cavagnari e Lagana devem constituir outros advogados, pois todas as decisões judiciais em que eles figurarem como representantes não têm validade, enquanto durar a suspensão do exercício profissional.

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