OAB diz que marajás dificultam fixação de teto salarial
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domingo, 20 de fevereiro de 2000
Por Freddy Krause 
Brasília, 21 (AE) - Os "marajás do funcionalismo" são, na opinião do presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Reginaldo de Castro, os responsáveis pelo impasse na definição do teto salarial para o funcionalismo público. Ele emitiu esta opinião após receber o presidente da Associação dos Juízes Federais (Ajufe), Tourinho Neto. Segundo Castro, "está faltando dizer a verdade ao povo brasileiro: não querem fixar um teto para o funcionalismo público porque isso trará um prejuízo aos marajás do País".
Ele criticou, também, o que chamou de "inércia" dos presidentes da República e do Senado em resolver a questão, lembrando que a Constituição determina a fixação de um teto pelos presidentes dos Três Poderes, tomando como base a remuneração de ministro do Supremo Tribunal Federal. Segundo ele
o STF já se manifestou a favor de um teto de R$ 12.720,00, salário este que acumulam os ministros do STF que são, ao mesmo tempo, membros do Tribunal Superior Eleitoral.
No encontro com o presidente da Ajufe, entretanto, o presidente da OAB manifestou-se contra uma paralisação dos magistrados federais por tempo indeterminado. Eles ameaçam entrar em greve no dia 28.


