OAB diz que Justiça não será paralisada
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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2000
Por Ariosto Teixeira 
Brasília, 25 (AE) - O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Reginaldo de Castro, disse que a greve dos juízes, programada para segunda-feira (28), provavelmente terá adesão "reduzida" e não vai paralisar completamente o Poder Judiciário no Brasil. Segundo Castro, não houve, até agora, adesão unânime dos juízes federais nem dos Tribunais dos Estados à paralisação. Ele lembrou, também, que os tribunais superiores não aderiram ao movimento. Isso significa, segundo ele, que "a Justiça não vai ser paralisada". O presidente da OAB observou que a proposta de greve dos juízes "contraria todos os princípios de funcionamento do Estado, porque significa um Poder se demitindo de seus deveres para com a sociedade". Uma greve de juízes, segundo ele, "tem a mesma falta de sentido que uma greve do Poder Executivo contra o Poder Legislativo, ou vice-versa". Reginaldo de Castro acrescentou, porém, que tanto o Executivo quanto o Legislativo também estão descumprindo a Constituição desde junho de 1988, ao se omitir deliberadamente de formular, em conjunto com o Judiciário, o projeto de lei que regulamentaria a fixação do teto salarial para o setor público. Por isso, segundo ele, "os juízes estão justamente indignados, embora errados na forma de enfrentar o problema".


