Rio - O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Rio, Otávio Gomes, propôs ontem que os advogados tenham seus passos acompanhados dentro dos presídios ao invés de se restringir a visita aos presos. Segundo ele, se cada advogado for identificado na porta do presídio e tiver a hora de entrada e saída registradas, não haverá problema em um detento ter mais de um defensor. Desde terça-feira, está em vigor a medida da Secretaria de Administração Penitenciária do RJ pela qual cada preso de Bangu 1 só pode ter um advogado, com visitas agendadas dez dias antes e conversas de até 20 minutos.
Segundo o secretário Astério Pereira dos Santos, a medida tem como objetivo evitar que os advogados sirvam de pombos-correio entre traficantes presos e seus comparsas em liberdade. Gomes disse ainda que se a determinação continuar, ele pode entrar com um mandado de segurança contra o secretário para ''voltar ao estado de legalidade.''
Greve - Os agentes penitenciários continuam em greve por tempo indeterminado, mas, segundo o Sindicato dos Servidores da Secretaria de Justiça do RJ, os serviços essenciais, como alimentação dos presos e transferência em caso de urgência médica, não foram afetados. No entanto, o sindicato informou que, enquanto durar a paralisação, os presos continuam sem banho de sol e sem receber visitas de parentes e advogados. A Polícia Militar está auxiliando na segurança do Complexo de Bangu, na zona oeste.

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