OAB constata melhorias no IML de Curitiba
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quarta-feira, 06 de julho de 2011
Fábio Galão <br> Equipe da Folha 
Curitiba - A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Paraná realizou ontem nova vistoria no Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba. A vice-presidente da comissão, Isabel Kugler Mendes, apontou que muitos dos problemas verificados em uma inspeção feita em março foram solucionados. ''Ainda há coisas a serem melhoradas a longo prazo, mas todas as medidas emergenciais foram tomadas'', afirmou a advogada.
Na vistoria de março, integrantes da Comissão de Direitos Humanos haviam constatado diversos problemas: vazamento de necrochorume das câmaras frigoríficas, falta de condições de higiene, acúmulo de corpos (havia cerca de 150 no local), cromatógrafo (aparelho para exames toxicológicos) quebrado, estrutura precária na sala de raio-x, falta de funcionários e viaturas.
''O problema do excesso de corpos foi resolvido. Hoje (ontem), há no local apenas 33, que ainda não foram identificados e estão no prazo legal para que isso aconteça. Não tem mais aquele chorume que escorria pelas câmaras e salas. As viaturas estão começando a chegar. Quanto à questão de servidores, o IML contratou 127 para sedes do interior. Para a Capital, será realizado em breve concurso público'', disse Isabel.
A respeito da situação da sala de raio-x, a comissão verificou que o espaço, que ainda tem pendências, já recebeu algumas melhorias, como porta e equipamentos de segurança. Já o cromatógrafo foi consertado e mais dois devem ser adquiridos nos próximos meses.
O diretor de recursos hídricos e saneamento da Secretaria de Meio Ambiente de Curitiba, Tadeu Motta, acompanhou a vistoria e informou que a pasta assinou um termo de ajustamento de conduta (TAC) com o IML na semana passada. ''Entre 60 e 180 dias, o instituto deverá cumprir exigências como elaboração de um plano de gerenciamento de resíduos e reforma total da rede de esgoto'', afirmou Motta. Problemas emergenciais, como o lançamento de chorume na galeria de águas pluviais, já foram resolvidos, segundo Motta.


