OAB condena condições de carceragens na RMC
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sexta-feira, 09 de maio de 2008
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Comissão de Direitos Humanos da Seccional Paranaense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR) constatou condições ''desumanas'' nas carceragens das delegacias de Pinhais e São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Além da superlotação, os presos convivem com a sujeira e umidade e reclamam da falta de defensores.
O relatório da visita feita, anteontem, deverá ser entregue ao Ministério Público (MP) estadual, vigilância sanitária e para órgãos do Executivo, na segunda-feira. O trabalho da OAB-PR já resultou na recente interdição do 11º Distrito Policial, em Curitiba.
Para a advogada Izabel Kluger Mendes, integrante da comissão, a questão é maior do que simplesmente os problemas de estrutura física. Nesse último levantamento, constatou-se que 80% dos presos são primários, a maioria tem entre 18 e 23 anos e cometeram delitos simples, como pequenos furtos. ''São situações que poderiam ser resolvidas rapidamente em um Juizado Especial, com a aplicação de penas alternativas'', sugeriu. ''Esses jovens saem de lá estigmatizados'', acrescentou.
Segundo levantamento da OAB-PR, em Pinhais, 61 presos dividem espaço onde caberiam 16 pessoas. Entre os presos, estavam três adolescentes -dois de 17 anos e um de 15- que já deveriam ter sido removidos para uma unidade socioeducativa. Em São José dos Pinhais, a capacidade da carceragem é de 36 dententos e abrigava 119.
A Secretaria de Estado da Segurança Pública informou, por meio da assessoria de imprensa, que irá se pronunciar sobre o assunto, em breve.


