OAB acompanha denúncia de tortura
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quarta-feira, 10 de julho de 2013
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - A Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR) vai acompanhar os desdobramentos da investigação da Corregedoria-Geral da Polícia Civil sobre a denúncia de tortura contra os quatro suspeitos de terem assassinado a adolescente Tayná Adriane da Silva, de 14 anos.
Representantes da comissão ouviram três homens (Sérgio Amorim da Silva Filho, de 22 anos; Paulo Henrique Camargo Cunha, de 25; e Ezequiel Batista, de 22) que estão na Casa de Custódia de Curitiba, na Cidade Industrial. O outro suspeito (Adriano Batista, de 23 anos) foi transferido para o Complexo Médico Penal, em Piraquara, com suspeita de hemorragia.
"Os três foram ouvidos separadamente e nos relataram diversas agressões, com máquinas de choque, cabo de vassoura. Afirmam que foram forçados a confessar e assinar os depoimentos sem mesmo terem lido o que estava escrito", contou Izabel Mendes, vice-presidente da comissão da OAB.
Segundo o advogado de defesa dos suspeitos, Roberto Rolim de Moura Júnior, um exame preliminar de corpo de delito confirmou as agressões físicas. Eles devem passam por novo exame nos próximos dias.
A reviravolta no caso ocorreu na terça-feira, quando um laudo da Polícia Científica concluiu que o sêmen encontrado no corpo da adolescente não é de nenhum dos presos. O Ministério Público do Paraná infirmou que as denúncias de tortura serão investigadas em procedimento independente.
A Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) designou o delegado Guilherme Rangel para o caso. As investigações serão acompanhadas pelo assessor civil da Sesp, Rafael Vianna. A Corregedoria da Polícia já designou um delegado para apurar possíveis violências cometidas por policiais.


