O que falhou
Veja quais foram as falhas no combate ao incêndio do Aeroporto Santos Dumont:
O incêndio começou por volta de 1h05. Os bombeiros avaliam que foram chamados tarde, apenas às 2h10, e chegaram ao local às 2h13. A brigada antiincêndio do aeroporto teria tentado apagar o fogo sozinha
O prédio do aeroporto, inaugurado em 1936, não foi modernizado com portas corta-fogo e escadas enclausuradas (protegidas por portas especiais) e sprinklers (chuveiros automáticos acionados por um forte aumento de temperatura)
Quando os bombeiros chegaram, os hidrantes em frente ao aeroporto não tinham água com pressão e volume suficientes. Só às 3 horas eles conseguiram um abastecimento de água considerado suficiente, em hidrantes localizados a 500 metros do local do incêndio
Não funcionou uma das escadas Magirus trazidas pelos bombeiros
A estrutura dos prédios, sem paredes e com muitas divisórias, facilitou a propagação do fogo. Segundo o pessoal da Aeronáutica, até o teto do aeroporto era de material inflamável
O reforço de carros-pipa da Cedae só chegou às 6 horas
Na primeira tentativa de captar água do mar para apagar o fogo, a mangueira utilizada estava furada
Até as 15 horas, o pessoal da Infraero não tinha repassado aos bombeiros dados sobre a infra-estrutura do prédio





