O PODER DO PCC - Violência muda a rotina de policiais
Os atentados do Primeiro Comando da Capital (PCC) mudaram a rotina e levaram medo aos policiais militares e seus parentes. Ameaçados, muitos agentes abandonaram as casas para morar com amigos ou pessoas da família. Outros, sem saída, tiveram de buscar ajuda e refúgio na Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Tudo para não virar mais uma vítima da guerra que causou baixas de 23 praças entre a noite do dia 12 e a manhã do dia 16.
No dia 18, o presidente da associação, cabo Wilson Oliveira de Moraes, entrou com representação na Procuradoria Geral de Justiça, pedindo o afastamento dos secretários da Segurança Pública e da Administração Penitenciária. A entidade responsabiliza os dois secretários pelo assassinato dos 23 policiais, executados em emboscadas. A tropa foi mandada para a rua sem saber que o PCC iria promover uma represália por causa da transferência de líderes para um presídio no interior. Um tenente comunicou via rádio que algo iria acontecer, mas que não podia ser divulgado.
O medo já vinha alterando a rotina dos PMs desde fevereiro de 2001, após a rebelião em série promovida pelos criminosos em 29 presídios paulistas. No ano seguinte, os ataques da facção contra postos e bases policiais aprofundaram o problema. Há três anos, a maioria dos policiais militares, assustada, vai para a casa sem a farda e sem a arma.
É uma facção criminosa surgida no início dos anos 90 no Centro de Reabilitação Penitenciária de Taubaté, para onde eram transferidos prisioneiros de alta periculosidade com histórico de distúrbios em outras penitenciárias. Uma das características do PCC é a liderança exercida em várias unidades do sistema prisional do Estado de
São Paulo.
A Polícia é um órgão governamental, presente em todos os países, cuja função é a de repressão ao crime e manutenção da ordem pública, fazendo cumprir a lei. À Polícia cabem funções exclusivas como a prevenção da criminalidade, além da investigação e apuração dos delitos cometidos, quando o policiamento preventivo
falha.
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