O PMDB foi longe demais sobre a nomeação para a PF, critica Pimenta
Brasília, 8 (AE) - O ministro das Comunicações e articulador político do governo, Pimenta da Veiga, disse hoje que o PMDB foi longe demais em suas afirmações sobre a nomeação do novo diretor-geral da Polícia Federal, ao reivindicar que o presidente defina por um nome escolhido pelo PMDB. "Todo mundo concorda que o PMDB foi longe demais, ultrapassou os limites. Quis invadir a competência do presidente da República", afirmou. A declaração foi feita logo após encontro de duas horas de Pimenta com o presidente Fernando Henrique Cardoso.
Sem citar o nome do presidente do PMDB, senador Jáder Barbalho (PA), que ontem fez as afirmações sobre a substituição do presidente da PF, Pimenta da Veiga disse que elas "são insuportáveis". "O presidente também não concorda com o comportamento do PMDB", disse o ministro. "É evidente que o presidente não aceita as posições que o PMDB tem adotado nos últimos tempos".
Apesar das críticas, Pimenta não bancou um rompimento do governo com o PMDB. "Eu não quero fazer esse tipo de avaliação agora. Isto cabe ao presidente Fernando Henrique Cardoso. O presidente vai refletir e tomar as decisões que achar necessárias", desconversou, ao ser questionado sobre um possível rompimento. Ele disse, no entanto, que o presidente considera essas manifestações do PMDB "absolutamente incoerentes".
Após confirmar que o assunto foi repassado com o presidente, no encontro de cerca de duas horas que acaba de ter com ele, no Palácio da Alvorada, Pimenta da Veiga afirmou: "Estes que querem enfrentar o presidente estão confundindo tolerância com fragilidade do presidente. Forte no País só presidente". Em seguida, ele opinou que os partidos da base de sustentação "devem manifestar sua irrestrita solidariedade ao presidente".





