Há 10 anos, o ex-funileiro mecânico Vitor Fachina, de 50 anos, achou que tinha conseguido realizar o sonho de voltar a viver da terra, como havia acontecido até sua adolescência, ao conseguir um lote no Assentamento Libertação Camponesa, em Ortigueira. ''Mas as coisas hoje estão muito diferentes. O nosso problema é o atravessador, que paga barato para quem produz e vende caro para quem vai comer'', comentou.
Segundo Fachina, ''esse pessoal'' lucra em cima das carências em infra-estrutura dos assentados. ''Nossa renda é quase zero. Às vezes, tem que fazer bico para ter dinheiro. Tem muita gente que desistiu da terra e voltou para a cidade por causa disso'', completou.(L.A.)

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