O mundo todo comemorou o Dia do Trabalho
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quarta-feira, 01 de maio de 2002
Agência Efe 
Madri - As manifestações do Primeiro de Maio registraram uma afluência maior que a dos últimos anos em Paris e Moscou, enquanto na China o Governo deu cinco dias de férias aos trabalhadores, e o Papa destacou os efeitos virtuosos do trabalho (leia texto ao lado).
Na França, as tradicionais marchas tiveram uma participação muito superior que as outras e se desenvolveram sob os lemas do progresso social, liberdade, solidariedade, democracia, combatemos o racismo e a xenofobia, Não à FN ou Derrotemos Le Pen. Em Paris, Jean-Marie Le Pen encabeçou a manifestação de sua Frente Nacional (FN), enquanto militantes do sindicato conservador Confederação Francesa de Trabalhadores Cristãos (CFTC) marchavam para o Centro Pompidou (leia mais na página 6).
Em Berlim, o chanceler alemão, Gerhard Schroeder, defendeu os esforços de seu governo contra o desemprego juvenil durante a manifestação da Confederação Alemã de Sindicatos (DGB), na qual foi recebido com algumas vaias.
No local se concentraram centenas de pessoas com cartazes com frases como Invista em trabalho para milhões, em vez de gastar milhões na guerra, em alusão aos 4,2 milhões de desempregados da Alemanha e às crescentes despesas da Defesa em missões internacionais.
Milhares de pessoas se manifestaram na cidade italiana de Bolonha para protestar pela reforma trabalhista do Governo, já contestada com uma recente greve geral, e contra o terrorismo.
Apesar desta conquista de prestígio dos sindicatos, o ministro de Trabalho, Roberto Maroni, reiterou a decisão do Governo de dar continuidade às reformas, embora tenha expressado sua convicção de que antes ou depois será retomado o diálogo social.
Centenas de milhares de pessoas participaram na Rússia de protestos variados: uns para exigir a renúncia do Governo e outros para comemorar o Dia da Primavera e do Trabalho.
Em Moscou, os sindicatos e o partido governista Unidade marcharam pelas ruas e realizaram uma manifestação-concerto perto dos muros do Kremlin, que reuniu cerca de 140.000 pessoas, segundo os organizadores.
Quase de maneira simultânea, o Partido Comunista e seus aliados promoveram uma grande manifestação na Praça da Revolução. Segundo os organizadores do protesto da oposição, pelo menos 100.000 pessoas se concentraram junto ao monumento a Karl Marx, embora segundo fontes policiais o número de manifestantes tenha chegado a 20.000. Mas, independentemente das estimativas, diversos meios de comunicação informaram que as manifestações de ontem em Moscou foram as mais concorridas dos últimos anos.
Um total de 670.000 trabalhadores participaram das manifestações no Japão, nas quais as reduções salariais e as demissões foram o foco das reivindicações.
O Governo chinês lembrou a data dando férias de cinco dias a seus cidadãos, enquanto ignorou um duro relatório de Anistia Internacional (AI) que acusa a polícia de praticar a tortura e humilhar os detidos.


