A atividade física deve ser praticada desde cedo. Ela melhora a capacidade cardiorrespiratória, o tônus, a coordenação, o equilíbrio, a agilidade, a força e a velocidade. E ajuda a desenvolver habilidades psicomotoras: a lateralidade, as percepções tátil, auditiva e visual; as noções espacial, temporal e de ritmo, de cima e baixo, perto e longe, dentro e fora, rápido e devagar.
O aspecto mais importante, porém, é a formação de um hábito saudável. Para os bebês e as crianças menores, os deslocamentos livres, como rastejar, rolar, engatinhar, subir e descer, monitorados por um adulto, são ótimas oportunidades de experimentação e elaboração de movimentos. Essas vivências serão armazenadas na memória. A natação, por exemplo, é um bom exercício nessa idade, devido ao meio aconchegante que a água morna oferece.
Dos 3 aos 6 anos os movimentos rudimentares e básicos devem ser a essência de qualquer iniciação esportiva. Atividades como saltar, girar, lançar, arremessar e correr devem estar presentes, porque ajudam no autoconhecimento. E os esportes mais indicados nessa fase são aqueles que permitem livre expressão e maior número de experimentação: danças, lutas e natação de forma lúdica.
Dos 6 aos 12 anos, surgem os movimentos mais complexos e a criança começa a ter capacidade para movimentos mais técnicos. Algumas regras são bem toleradas e a interação social no esporte passa a ter papel essencial. Ela aprende a trocar, a dividir espaços e brinquedos, desenvolve senso de cooperação e liderança.
O contato com outras crianças da mesma faixa etária, em atividades com bolas, jogos e brincadeiras com algumas regras simples, contribuem para formar um adulto independente, seguro e bem adaptado socialmente.
Em todas as idades, o importante é haver motivação. Um ambiente estimulante, que ofereça um nível de exigência adequado para cada fase de desenvolvimento, é o mais indicado.

ANA CLÁUDIA RIBEIRO é professora de educação física especializada em natação pra bebês e coordenadora da Academia Golfinho Atividades Aquáticas.

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