Denver (AE-AP) - Enquanto cascos fazem barulho no chão sujo do Denver Coliseum, Sunni Deb Backstrom senta-se num escritório próximo à rampa por onde passam os animais, e registra os resultados dos rodeios num computador. Na arena próxima, Brian Stark explica como sua companhia de software permite que fazendeiros e vaqueiros usem computadores de mesa, palmtops e informações via satélite para cuidar de seus campos e controlar melhor seus rebanhos.
E Robert Funk Jr., um homem alto com um chapéu de cowboy, que tem um telefone celular entre sua orelha e seu ombro, verifica a caixa postal do aparelho de Oklahoma enquanto faz anotações em seu palmtop.
Bem-vindo ao selvagem e conectado oeste.
A tecnologia estava em toda a parte no 94º National Western
Stock Show, um evento anual que aconteceu este mês. Do sofisticado computador usado pela senhora Backstrom, secretária do evento, ao pequeno modelo nas mãos de Funk.
"As pessoas que não estão envolvidas acham que nós continuamos no oeste selvagem", diz Cheryl Stephens, secretária nacional da Team Pen America, cuja equipe organiza as competições. "Eles acham que nós somos bastante primitivos, mas não somos".
Team Pen America, como outras organizadoras de rodeios e shows, usa seu próprio software para ficar de olho em seus sócios, nos resultados e nas finanças. O software reconhece até mesmo o desenho do rebanho, escolhendo animais para cada equipe no curral.
"Team penning" é um evento cujo tempo é contado e os cowboys têm que separar três bezerros de um rebanho e enxotá-los para um curral.
A mais impressionante operação de computadores em rodeios pertence à Associação Profissional de Cowboys de Rodeio, de Colorado Springs.
Usando seu próprio software, chamado de Procom, a associação programa rodeios, registra competidores, encontra competidores que não pagaram as taxas de participação e recolhe resultados diários. Além disso, calcula o total de pontos de cada cowboy, o que determina quem se qualifica para as Finais do Rodeio Nacional, em Las Vegas.
"Vinte anos atrás, um cowboy gastava 60% do seu tempo no telefone, tentando descobrir onde ele deveria estar", diz Guy Elliott, supervisor do rodeio.
Hoje, um cowboy tem de fazer apenas uma ligação para obter todas as informações que precisa, diz Kay Bleakly, da Associação Profissional.
Enquanto isso, nos sítios e fazendas de todo os EUA, computadores estão tornando muito mais fácil o manejo do gado, da colheita e do dinheiro.
Farm Works Software, empresa de Hamilton, Indiana, vende programas que fazem tudo, do controle do talão de cheques à produção de sofisticados mapas que mostram o rendimento da lavoura, o tipo de solo e outras informações vitais.
Brian Stark, da Farm Works, diz que os negócios vão bem em seu estande, onde vendeu cerca de 20 pacotes de software em quatro dias.
Mas, independentemente do quanto a tecnologia possa modificar o que acontece no escritório, não vai mudar as bases do rodeio, afirmam muitos. "Quando você está lidando com o gado, não é possível escapar do campo", diz Funk. A senhora Bleakly diz que não pode imaginar como os computadores poderiam mudar as ações do rodeios, "porque trata-se de homens e animais. E você não pode computadorizar homens e animais".

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