Adolpho G. Luce Neto
Em minha última coluna, tentei fazer uma análise isenta sobre o movimento que apagou as luzes de Foz do Iguaçu. Recebi muitas ligações e comentários sobre o que escrevi, pelo que agradeço. Mas gostaria, se a licença do leitor permitir, de voltar ao assunto, e concluir meu raciocínio.
Um dos aspectos mais importantes do movimento, que infelizmente não abordei na última coluna, foi o das consequências dele na mídia, inclusive nacional, quanto à imagem de Foz do Iguaçu como cidade turística. Nossa mágoa, e não é de hoje, é com relação ao tratamento quase sempre desabonador, injusto, que a cidade tem recebido da grande mídia nacional.
Nosso único consolo era o refúgio da justa indignação de toda uma sociedade organizada que não se considerava participante na geração destes fatos. Pois bem, involuntariamente, um movimento justo e amparado nas mais legítimas reivindicações, como o do ‘‘blecaute’’, ou como querem alguns, do ‘‘apagón’’, acabou gerando mais uma notícia desabonadora e preocupante sobre a cidade, e com um sério agravante, desta vez nós mesmos geramos a notícia negativa.
Quanto custará aos exauridos cofres da iniciativa privada, e até do governo, para desfazer junto ao turista comum a imagem de que estamos às escuras, por falência da hotelaria, conforme publicado por alguns jornais? Muito de meus leitores, especialmente os iguaçuenses, tem até hoje na memória, memória esta dolorosamente ‘‘refrescada’’ por alguns potenciais clientes, o episódio protagonizado por uma emissora de televisão, que por falha absurda, noticiou que o Lago de Itaipu havia sepultado as cataratas, e não as Sete Quedas.
As sequelas do lamentável ocorrido, hoje felizmente menores, ainda se fazem sentir. Queria aproveitar a grande penetração deste jornal, para avisar aos amigos de outras cidades e estados, que nós estamos com a luzes acesas e os braços abertos aos turistas que nos visitam, e que sempre estivemos.
Quaisquer outras versões não passam de boatos mal intencionados. Outro aspecto que vou abordar, resumindo muitos comentários dos leitores desta coluna, foi a revolta dos empresários que não se consideram falidos ou em falência, e que se sentiriam penalizados, tendo pagos seus impostos, aceitando a regra do jogo, caso houvesse uma redução ou isenção dos mesmos, para aqueles que não o fizeram. Como me disse um destes empresários, ‘‘o justo ter que pagar pelo pecador’’.
Antecipando-me às críticas que com certeza receberei por este posicionamento, gostaria de reafirmar minha crença em tudo que escrevi na coluna anterior, apenas em nome da imparcialidade e isenção com que tento me pautar, não poderia de deixar de completar minha posição sobre o movimento e suas consequências.
ANOTEAÍ
qJulio Cesar de Oliveira, hoteleiro, diretor regional da ABIH, foi eleito por unanimidade Presidente do Conselho Municipal do Turismo de Foz do Iguaçu (COMTUR). Um Conselho renovado, ligado ao prefeito Harry Daijó, com maiores atribuições e independência, que deverá ser a peça fundamental na fixação da política para o setor.
qO Programa Fórum do Turismo está mudando de canal. A partir do mês de maio, estaremos no canal 40, TVA Sul. Com o mesmo formato, que o mantém no ar e na preferência dos telespectadores há um ano e meio.
qFalando em Fórum do Turismo, o presidente da Foztur, Miguel Sória, e o empresário Alexander Schorsch, do Macuco Safári, lançaram no Programa o ‘‘Parque Memorial Cabeza de Vaca’’, uma homenagem ao descobridor das Cataratas, resultado do projeto da ABAV, comandado por Marcos Benitez, seu diretor regional. O Parque será no Marco das Três Fronteiras, atração imperdível de Foz do Iguaçu.
qLançado também o 1º Rallye das Américas, uma iniciativa espetacular, com um percurso de 15 a 18 mil quilômetros, ligando Niágara (USA) a Foz do Iguaçu, com duração de aproximadamente 21 dias. A largada deverá ocorrer em Buffalo, nos Estados Unidos, no primeiro domingo de maio de 1999. A prova acontecerá a cada dois anos, cruzando as três Américas.

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