Johannesburgo - Um diálogo poupou cerca de 60 manifestantes de maiores problemas com a polícia sul-africana ontem pela manhã. Num protesto promovido pelo Greenpeace, os ambientalistas cercaram a área em que a Dow Química despeja dejetos de pesticidas e cloro num rio a 25 quilômetros de Johannesburgo. A empresa chamou a polícia, que tem ordem de dispersar manifestações não autorizadas.
Quando os policiais chegaram, o brasileiro Marcelo Furtado, coordenador do Greenpeace para a América Latina, contou-lhes que exames em amostras colhidas do rio haviam identificado a presença de químicos cancerígenos persistentes, que contaminam o leite materno e a placenta.
Furtado perguntou se o chefe dos policiais sabia que, na Cúpula de Johannesburgo, empresas como a Dow Química defendiam a responsabilidade corporativa. O policial ouviu com atenção e perguntou o que mais eles iam fazer. O ativista disse que nada. Só iam ficar ali. ''Tudo bem'', disse o policial, apertando a mão de Furtado de três formas diferentes, em sinal de amizade. Os dois policiais entraram no carro e foram embora. Desfecho bem diferente de outra ação-surpresa do Greenpeace no sábado, quando 12 ativistas foram presos numa usina nuclear perto da Cidade do Cabo.

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