Cerca de 10% das pessoas com depressão sofrem também de surtos de euforia. Mas, não, isso não é bom. ‘‘É uma alegria ansiosa, às vezes acompanhada da falsa impressão de que se tem mais poder, mais inteligência e até mais talentos’’, explica o psiquiatra Michael Thase. Essa auto-imagem equivocada pode colocar muita gente em encrenca. Gasta-se mais do que deveria, toma-se decisões precipitadas, dorme-se menos por simples opção, faz-se sexo sem proteção.
  E o pior é que se vai lidar com as consequências de tudo isso depois de passada a euforia, isto é, na fase depressiva. O tratamento pode combinar psicoterapia, antidepressivos e estabilizadores de humor. Estes, para controle da euforia. Há de se tratar. A vida na gangorra é exaustiva: deprimidos bipolares são mais propensos ao suicídio e, nos períodos de crise (não raros), precisam de hospitalização.(L.Q./A.E.)

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