A chance de sobrevivência de um bebê que nasce com problemas cardíacos pode aumentar muito se a doença for detectada durante a gestação. Isso pode ser feito através de um ecocardiograma fetal a partir da 25ªa 30ªsemana de gravidez. Mas a maioria dos casos só chega ao conhecimento de um cardiologista após o nascimento, quando a criança começa a apresentar sintomas e seu quadro piora significativamente.
Para a cardiopediatra Márcia Thomson, de Londrina, ‘‘este é o futuro da cardiologia pediátrica’’. O tema será discutido durante o 1º Simpósio de Cardiopediatria. O evento faz parte da programação do 9º Congresso Sul-Brasileiro de Cardiologia, que acontece em Londrina, nos próximos dias 20 a 22 de abril, no Centro de Exposições e Eventos.
O ecocardiograma fetal é indicado para filhos de pais, mães e irmãos com histórico de cardiopatias ou bebês com má formação. Segundo a cardiopediatra, estes casos deveriam ser triados pelos ultrassonografistas que devem estar atentos à anatomia do coração. ‘‘Não basta verificar apenas o batimento cardíaco. É preciso olhar se coração tem as quatro câmaras (ventrículos e átrios direitos e esquerdos) no tamanho normal e a saída dos grandes vasos sanguíneos. Qualquer alteração deve ser investigada’’, destaca.
O exame, feito como um ultrassom abdominal, é capaz de diagnosticar 90% das cardiopatias. A partir da descoberta, não é necessário operar a criança durante a gestação. ‘‘Enquanto está na barriga da mãe, está segura. O importante é que ela tenha num serviço especializado assim que nascer’’, explica.

Serviço:
Programação e inscrições através do site www.cardiolpr.com.br ou pelo telefone (43) 3341-1055

mockup