O direito à saúde da população de rua
O governo federal deu início a uma campanha para mobilizar trabalhadores da saúde, gestores e comunidade sobre o direito de assistência à saúde da população em situação de rua. Ao lançar a mobilização, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, afirmou que, se não for dada visibilidade ao problema do preconceito no atendimento dessas pessoas, não será possível universalizar o acesso ao Sistema Único de Saúde (SUS).
"A campanha é um reconhecimento de que ainda temos situações de exclusão, de negativa de atendimento, que devem ser enfrentadas", afirmou Chioro. Com o título "Políticas de Equidade para Tratar Bem de Todos. Saúde da População em Situação de Rua", a campanha tem caráter informativo.
Segundo Chioro, é preciso acabar com o preconceito contra essa população e é necessário fazer chegar a informação de que não é preciso ter documento ou comprovante de residência para que as pessoas sejam atendidas na rede pública de saúde. "O objetivo é valorizar a saúde como um direito humano de cidadania e ressaltar que as pessoas em situação de rua, independente das condições de higiene, do uso de álcool e outras drogas ou de falta de comunicação, têm direito a serem atendidos pelo SUS", destacou.
O Ministério da Saúde lembra que desde 2011 existe o Consultório na Rua, um serviço que faz a busca de pessoas em situação de rua. Atualmente, há 144 equipes que atuam neste esquema no País.
* O lançamento ocorreu na última quarta-feira, no Dia Nacional de Luta da Pessoa em Situação de Rua
* Haverá distribuição de cartazes nas unidades de saúde e nos serviços de assistência social e direitos humanos
O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional





