O Dia D para a educação
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segunda-feira, 08 de junho de 2015
Mariana Franco Ramos <br> Reportagem Local 
Curitiba Depois de 44 dias ininterruptos, a greve dos professores da rede pública estadual do Paraná pode chegar ao fim hoje. Na assembleia da categoria, marcada para as 8 horas, no Estádio da Vila Capanema, em Curitiba, os servidores decidirão se aceitam ou não a última proposta de data-base do funcionalismo, elaborada pelos deputados estaduais e ratificada pelo governador Beto Richa (PSDB). Para participar, a APP-Sindicato pede que os docentes levem um documento de identificação com foto. Aqueles que não forem sindicalizados também precisarão apresentar um contracheque emitido em 2015.
A ideia do Executivo é conceder 3,5% de reajuste em outubro, mais 8,5% em janeiro de 2016, o que seria suficiente para zerar a inflação deste ano. Em maio de 2017, os profissionais receberiam novo acréscimo, correspondente ao primeiro quadrimestre (janeiro a abril) e, em 2018, a data-base voltaria para 1º de maio. A mensagem com os números explicitados chegou ontem à Assembleia Legislativa (AL), no entanto, o presidente da Casa, Ademar Traiano (PSDB), aguarda o aval dos educadores para colocá-la em votação.
Os professores seguem defendendo a concessão de 8,17%, índice medido pelo IPCA, ainda em 2015. Por outro lado, veem avanço nas negociações. O primeiro texto redigido no Palácio Iguaçu garantia apenas 5% de reposição, enquanto o segundo previa os mesmos 3,45%, mas parcelados em três vezes o restante também ficaria para o ano seguinte.
A questão salarial, contudo, não é a única que pode travar o encerramento da paralisação. A categoria pede que a Secretaria de Educação (Seed) reveja a decisão de descontar os dias parados. Representantes da instituição se encontraram ontem com a chefe da pasta, Ana Seres Trento Comin, para tratar do assunto. De acordo com ela, as ausências de abril só serão reembolsadas se houver a entrega dos relatórios mensais de frequência até a próxima sexta-feira. Ana também condicionou o abono à elaboração e homologação de todos os calendários das unidades escolares pelas chefias dos Núcleos Regionais de Educação (NREs).
Conforme a Seed, a data limite para as escolas encaminharem os calendários é 19 de junho. A secretária deixou claro, ainda, que é preciso repor as aulas, cumprindo os 200 dias letivos e as 800 horas exigidos pela legislação. Caso os docentes aceitem voltar ao trabalho amanhã, a Seed se compromete a não abrir processos administrativos contra diretores de escolas, como chegou a ameaçar, e a não rescindir os contratos dos professores temporários em função de faltas computadas durante a greve.


