As secretarias de Saúde de Castro e do governo do Estado sustentavam ontem diferentes versões sobre o caso de um caminhoneiro, de 43 anos, contaminado pela cólera na semana passada. O secretário de Saúde de Castro, Ricardo Droher Neto, informou que uma junta médica local concluiu que o caminhoneiro sofreu uma gastroenterite e não contraiu cólera, ao contrário da informação de quarta-feira, do governo do Estado.
O secretário estadual da Saúde, Armando Raggio, continuou ontem a sustentar que o caso do caminhoneiro de Castro foi diagnosticado como cólera. A Secretaria de Comunicação Social garantiu que o governo agiu preventivamente, para evitar o aparecimento de novos focos da cólera em outras regiões do Estado. O caminhoneiro teria se contaminado após almoçar num restaurante do pátio de triagem do porto de Paranaguá. Na semana passada, ele fez viagem ao litoral, levando carga para o porto.
Para complicar, o exame laboratorial das fezes do caminhoneiro não foi feito porque ele foi internado no Hospital Municipal Ana Menarim, em Castro, durante o feriado de Páscoa, quando os laboratórios estavam fechados. O secretário local argumentou que a junta médica formada por ele para apurar o caso se baseou em exames clínico, histórico e de avaliação. Já a Secretaria de Estado da Saúde considera que a viagem do paciente até o porto de Paranaguá, sua alimentação em local de risco e a apresentação de sintomas típicos da doença sustentam um diagnóstico de cólera.
Ontem, ainda, a Secretaria de Estado da Saúde confirmou três casos da doença fora de Paranaguá: um em Guaraqueçaba, o de Castro e o outro em Pontal do Sul. Um quarto caso está sob investigação em Alexandra, e outros seis em Morretes. (D.V.)

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