Brasília, 14 (AE) - O caminho do sangue desde a doação até o processamento. 1 - Doador é voluntário ou recrutado. É o caso de familiares que são chamados para reposição de sangue quando o parente está internado. 2 - Vai ao banco de sangue ou hemocentro onde é registrado, caso já seja doador, sua situação é verificada. 3 - O candidato à doação passa por uma triagem clínica. Ele será questionado sobre sua situação de saúde,comportamento sexual e se usa drogas. Também assina um relatório final se responsabilizando pelas informações. São excluídas pessoas de comportamento sexual promíscuo ou que já tiveram hepatite ou doenças sexualmente transmissíveis. 4 - Considerado apto para doação, sua pressão arterial é medida. Também passa por exame para verificar se tem anemia. 5 - Do doador são retirados 450ml, menos de 8% do volume de sangue de um adulto. 6 - Coletado o sangue, retira-se uma amostra que vai para laboratório e passa por exames para detecção de hepatite B e C, aids, HTLV (retrovÍrus causador de leucemia, linfoma e doenças neurológicas), sífilis e doença de Chagas. 7 - O sangue coletado é processado e fracionado em componentes: hemácias, plaquetas e plasmas. 8 - Esse material fracionado fica esperando no estoque até o resultado do laudo do exame da amostra. Emitido o laudo, os hemoderivados são liberados ou rejeitados. 9 - Caso os hemoderivados sejam liberados, o plasma vai ser enviado a um hemocentro para fazer a albumina. Em casos muito raros, a substância é usada em transfusão. 10.- Caso o hemocentro que faz a transformação do plasma em albumina tiver certificado das condições de trabalho da unidade coletora, ele fica liberado de fazer novos testes do plasma em lotes. Caso contrário ele precisa fazer a tipagem de cada amostra. 11 - As hemácias e plaquetas são distribuídas pelas unidades coletoras a hospitais conveniados. OBS: no Brasil apenas três hemocentros fabrican albumina, os de Pernambuco, São Paulo e Rio de Janeiro.

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