Qualquer brasileiro, com 18 anos completos, pode requerer a posse de uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH), documento necessário para a direção de veículos automotores. Expedida pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e pelo Departamento de Trânsito (Detran) estadual, obtê-la não é muito difícil nem tão caro.
A primeira providência a ser tomada pelo interessado em uma CNH é procurar o Detran - no interior do Paraná, existem as Circunscrições Regionais de Trânsito (Ciretrans) - portando documentos pessoais, entre os quais a Carteira de Identidade (RG) e um comprovante de endereço. Lá, ele vai preencher um requerimento e conseguir o formulário a taxa de R$ 61,00.
O processo precisa ser assinado por um responsável pelo candidato, que pode ser amigo, parente ou instrutor de auto-escola, deve ser portador de CNH há mais de dois anos e apresentar RG. Aulas em auto-escola não são obrigatórias. Na sequência, a pessoa passa por exames médicos de sanidade física (visão) e mental (psicotécnico). Aprovado, o candidato fará exame teórico, que dura uma hora e consiste em 40 questões sobre legislação e sinalização de trânsito.
O candidato é obrigado a acertar um mínimo de 28 questões teóricas. A Ciretran de Londrina, chefiada por Arlindo Barbosa, tem capacidade para realizar 40 exames teóricos por dia. Segundo dados da circunscrição, cerca de 15% dos candidatos são reprovados neste exame, quando o estão fazendo pela primeira vez. Vencida essa segunda etapa, o próximo passo será o exame prático.
A parte prática, coordenada e fiscalizada por uma equipe de policiais civis e militares, é subdividida em duas etapas: exame de baliza, feito no pátio da própria Ciretran, e exame de rua.
Esses exames - que podem chegar a 80 por dia - são feitos em automóveis particulares ou de auto-escolas. Para o teste da baliza, o candidato fica sozinho no carro; no percurso de rua ele é acompanhado por um PM. Aproximadamente 55% dos que prestam o exame prático pela primeira vez são reprovados.
Cada vez que a pessoa é reprovada em uma das duas fases e precisa fazer novo exame - teórico ou prático - tem que pagar uma taxa adicional de R$ 6,73. As faltas que levam à reprovação no exame prático são divididas em grave (que custa três pontos negativos ao candidato), média (dois pontos) e leve (um ponto).
É falta grave, por exemplo, deixar de usar cinto de segurança. Entre as faltas médias está o uso de buzina sem necessidade. Uma falta considerada leve é o fato de colocar o carro em movimento sem ajustar os espelhos retrovisores. É reprovado o candidato que somar mais de três pontos negativos no exame. Aprovada, a pessoa recebe a carteira de motorista em 48 horas.
A carteira é expedida com a definição da categoria em que o novo motorista está habilitado para dirigir. Elas estão subdivididas em seis, de acordo com a potência do veículo. A CNH A-1 permite dirigir motocicletas até 180 cilindradas; a A-2 é para motos acima desta potência; a categoria B permite a direção de automóveis e caminhonetes que carreguem cargas de até 3.500 kg; a C permite dirigir também caminhões, menos os articulados (carretas); estes veículos mais pesados e potentes só podem ser dirigidos por quem seja aprovado na categoria E; e a habilitação D é para os motoristas de ônibus.

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