Brasília – Para o novo ministro da Educação, professor Renato Janine Ribeiro, o Brasil vive um momento de "grande crença" no potencial do ensino. Apesar disso, ele sabe que os desafios do setor são enormes e viabilizar suas metas, que incluem expandir o financiamento da educação, não será fácil. "O aumento de verbas para a educação será uma batalha de conscientização", diz ele. "Vamos passar um tempo mais difícil e algumas ações precisarão ser adiadas."
Prestes a completar uma semana no cargo, Janine diz que a boa aceitação de seu nome perante setores ligados à educação é uma demonstração de que a sociedade quer se mobilizar. "E essa tarefa não é só do MEC. É da sociedade. Junte essa reação favorável da sociedade, da mídia, com uma disposição da presidente de priorizar tudo isso com o slogan "Pátria Educadora". O único ponto complicado neste momento é a necessidade de fazer ajustes orçamentários", afirma, em entrevista exclusiva ao jornal O Estado de S. Paulo.
Questionado se este será um ano perdido, o ministro respondeu: "De jeito nenhum." E ponderou que não terá tarefa fácil. "Mas todo sistema de crescimento tem uma hora que você para e ajusta. Vamos tentar aproveitar este ano para fazer o máximo disso. Precisamos diminuir custos. Também precisamos saber da dimensão do ajuste fiscal, sem isso não dá (para saber o real impacto). A gente sabe que tem de colaborar com ajustes na economia. O que nos protege é que já temos estudos para conseguir reduzir despesas que podem ser reduzidas".
Janine também defendeu o cumprimento da destinação de 10% do PIB para a educação
e o financiamento de ações do Plano Nacional de Educação (PNE). "Vamos ter de conscientizar as pessoas de que o dinheiro da educação é um dos melhores gastos existentes", disse.

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