A telenovela brasileira ‘O Clone’ incorporou o mosquito a seu elenco estelar, agregando as desventuras causadas pelo aedes Aegypti a seus roteiros diários. Os estragos do dengue foram passados para a telenovela quando vários atores começaram a sofrer da doença na vida real, apagando os limites entre a realidade social e a ficção romântica.
‘‘Tenho o hábito de incorporar às minhas telenovelas o que está acontecendo no mundo naquele momento, e como as pessoas estão vivenciando o que acontece à sua volta diariamente’’, disse a autora Glória Perez.
Em Cuba, a televisão serviu de veículo para mostrar o dengue a uma audiência espetacular. Mas, em vez de uma telenovela, os cubanos tiveram em suas telas, durante cinco horas, a especialista em epidemias Elia Rosa Lemus, dissertando sobre a campanha contra o Aedes aegypti.
No dia 12 de janeiro, Fidel Castro encarregou 11.000 cidadãos armados com inseticida para livrar Cuba do mosquito. As brigadas sanitárias, cujos membros são reconhecidos por suas camisetas e bonés vermelhos percorrem os bairros para verificação de focos de água parada, se existem tanques e garrafas e pneus que podem armazenar água dentro das casas e quintais, para erradicar eventuais focos de larvas do mosquito.
Segundo Lemus, até o começo da campanha houve 53 casos em Havana, enquanto que nas últimas semanas o número caiu para dois, depois de um pico de 110.

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