Nurce tenta evitar soltura de 11 presos
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 29 de setembro de 2005
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- O Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce) quer evitar a liberação das 11 pessoas presas, em agosto, durante a Operação Pégasus e na sequência das investigações, sob suspeita de envolvimento em esquema de roubo, receptação e distribuição de cargas e caminhões roubados no Interior do Paraná. A prisão temporária dos suspeitos, que estão detidos em Toledo, Cascavel e Curitiba, vence amanhã. A polícia requereu a decretação de prisão preventiva, mas até o final da tarde de ontem, a Justiça não havia se manifestado.
A preocupação do delegado-chefe do Nurce, Sérgio Sirino, é de que, soltos, os acusados venham a suprimir provas ou coagir testemunhas, comprometendo os desdobramentos das investigações. ''A investigação, agora, vai se lateralizar para os receptadores'', disse ele. Há, também, suspeita de esquema de uso de empresas de fachada para lavagem de dinheiro.
Até ontem, informou Sirino, as investigações levaram à elucidação de 26 crimes que teriam sido cometidos pela mesma quadrilha. Ele estima que o grupo seja responsável por mais de 40 crimes.
A Operação Pégasus foi deflagrada em Cascavel e envolveu ações policiais simultâneas para o cumprimento de mandados de prisão e busca e apreensão. A quadrilha atuaria nos estados do Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia e tinha ramificações no Paraguai. Estima-se que o grupo tenha lucrado mais de R$ 20 milhões com o roubo de cargas.


