''Faz um ano e quatro meses que estou no Ciap; nunca recebi meu salário em dia. E agora que a Prefeitura vem suspender pagamento?''. O desabafo foi feito ontem pela agente comunitária de saúde Marisa Aparecia de Souza, 39 anos, que esteve na Câmara pedindo uma solução ao problema dela e de outros mais 1 mil funcionários da Saúde, ligados à oscip.
Com salário bruto mensal de R$ 525,00, lotada no posto do Jardim Novo Amparo (Zona Leste), um dos bairros mais carentes da cidade, Marisa segurava ontem indignada o holerit de outro agente que, com função e carga horária idênticas às dela, ganhava mais que o dobro - R$ 1.206,00 líquidos -, mas em São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba).
''Trabalhei o mês inteiro, não recebi e não tenho como pagar meu aluguel, atrasado. Não tinha um mês que o salário caía em dia. Quando a gente trabalhava para Santa Casa, se o Município não repassasse, a gente recebia. Como vamos dar confiança ao paciente se nós mesmos, não temos?'', indagou. (J.G.)

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