'Nunca choveu tanto. Não tinha como prever'
O coordenador do DNIT no Paraná, Rosalvo De Bueno Gizzi, disse que o acidente na ponte não era previsível. ''Só se tivéssemos bola de cristal.'' Gizzi admitiu que havia um ''rebaixo'' na cabeceira da ponte, corrigido há cerca de dez dias com a colocação de massa asfáltica. ''Isso não interfere na estrutura, apenas dá mais comodidade para o usuário.''
Gizzi reafirmou que os pilares da cabeceira cederam por causa do deslizamento da terra, provocado pelo excesso de chuva. Na queda, arrastaram uma parte da estrutura. ''Nunca choveu tanto assim, aqui, não tinha como prever.''
A versão foi confirmada pelo engenheiro Eduardo Calheiros. Segundo ele, a ponte fora interditada para ser reforçada. ''Com o reforço, ficou compatível com a carga de tráfego.''
Houve divergência entre os técnicos sobre a ''idade'' da ponte. Enquanto Gizzi assegurava que a construção data de 1982, Calheiros insistia que era da década de 60.
''De 82, é a que está em pé'', assegurou. Segundo ele, a idade não tem tanta relevância. ''De uma ponte como estas, espera-se que dure mais de 100 anos.''
Principal ligação entre o Paraná e São Paulo, o trecho que liga a capital dos dois Estados será privatizado ainda este ano pelo governo federal. (A.E.)





