Números reforçam que álcool e direção não combinam
Na 2 Companhia da Polícia Rodoviária Estadual (PRE) de Londrina, que abrange 86 municípios da região, foram registrados 532 acidentes no primeiro trimestre deste ano, contra 520 no mesmo período do ano passado. Em 2011 também foi maior o número de feridos e de vítimas fatais neste tipo de ocorrência: enquanto em 2010 foram 404 feridos, com 26 vítimas fatais, este ano foram 467 feridos e 40 mortes.
As ocorrências com registro de embriaguez do motorista quase dobraram de um ano para o outro: sete acidentes nos três primeiros meses de 2010 contra 13 no primeiro trimestre deste ano. O número de autuações também cresceu: três nos primeiros meses de 2010 e oito no início de 2011. Nestes casos, cujo teste de alcoolemia apontaram quantidade de álcool no sangue abaixo de 0,30 mg/l o condutor não chega a ser conduzido à delegacia, mas ganha sete pontos na carteira de habilitação e uma multa de R$ 947,00, como prevê o artigo 165 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
No primeiro trimestre do ano passado, cinco pessoas ficaram feridas nas ocorrências envolvendo embriaguez. Neste ano foram 10 feridos. De acordo com os registros da 2 Cia não houve mortes - vale ressaltar que as estatísticas só incluem as vítimas que morrem no local do acidente. Em relação à embriaguez, só entram nas estatísticas os casos em que o motorista se dispõe a fazer o teste do bafômetro ou aqueles em que a alcoolemia é visível a olho nu, gerando um termo de constatação por parte do policial. Os testes que resultarem em um índice de alcoolemia acima de 0,30 mg/l (artigo 306 do CTB), geram auto de infração e condução à delegacia, com prisão em flagrante.
O 1º tenente Anderson Cristo Piske, da 2 Cia de Polícia Rodoviária, observa que o índice de alcoolemia registrado pelo etilômetro, em relação à quantidade de álcool ingerida, varia de pessoa para pessoa. ''Em alguns casos, uma lata de cerveja resulta em 0,08 mg, que não chega a ser um índice passível de autuação, que é de 0,10 mg por litro de ar. Mas há pessoas que, com uma lata de cerveja, já acusam 0,10 mg no teste do bafômetro. Por isso recomendamos que, se for dirigir, o melhor é não beber.'' Segundo Piske, o excesso de velocidade, as ultrapassagens em local proibido e a ingestão de bebida alcoólica continuam sendo as principais causas de acidentes nas rodovias.
Atualmente a 2 Cia da PRE conta com bafômetros em seus 12 postos, responsáveis por atender 86 municípios da região. Os aparelhos são portáteis e seguem padrões internacionais de metrologia e de aferição. Eles medem o teor alcoólico por litro de ar alveolar, que é aquele que está no pulmão e em equilíbrio com o sangue. A partir da medida obtida, portanto, infere-se o teor de álcool no sangue. (S.L)





