Números podem ser revisados
Londrina - De acordo com a chefe da Divisão de Controle de Doenças Emergentes e Reemergentes (DVCDR) do Paraná, Ivana Maura Cuquel Kaminski, os dados sobre mortalidade no Estado são atualizados constantemente. ''Há uma equipe que analisa e investiga as causas de mortes'', explica.
Segundo Ivana, os dados são fechados por agentes nos municípios. Esse levantamento é encaminhado para o Datasus, que possui os dados de todo o País. No entanto, conforme a chefe da DVCRD, esse levantamento que está disponível na internet pode ser revisto.
A reportagem encontrou no site do Datasus casos de morte por caxumba, malária e, inclusive, sarampo no Paraná. A Secretaria estadual de Saúde não confirmou esses dados. De acordo com Ivana, eles devem ser investigados pela secretaria. ''Deve ter ocorrido um erro no momento que a pessoa foi colocar no sistema. São várias causas (morte), que possuem códigos (numéricos), pode ter ocorrido erro de digitação'', afirma.
Segundo Ivana, uma pessoa não morre em decorrência de apenas uma doença. ''São várias causas, mas na estatística é colocada a causa inicial. Por exemplo uma pessoa sofre um acidente de trânsito é levada com vida para o hospital mas acaba morrendo por conta de uma infecção. A infecção a matou, mas a causa inicial foi o acidente'', comenta.
Conforme Ivana, a média de mortes por ano no Paraná varia de 66 mil a 70 mil. Segundo ela, cada região e cidade possuem causas predominantes de morte. ''Uma cidade que é cortada por várias rodovias tem uma tendência maior para ter mortes relacionadas a acidentes de trânsito. Numa cidade do interior, rural, alguém que tem câncer não encontra o mesmo tratamento de um morador de Curitiba, por exemplo'', explica.
Além das diferenças regionais, a causa de morte também segue uma lógica de idade e gênero. ''Um homem jovem na faixa de 20 a 30 anos tem mais chance de morrer por causa externa (acidente de trânsito, violência)'', explica. (D.B.)





