Londrina – Enquanto 32 transplantes de corações foram realizados em pacientes adultos no Paraná, apenas três cirurgias contemplaram crianças no Estado durante o ano passado. A chefe da Central de Transplantes da Regional Norte, Ogle Bacchi, explicou que o índice de morte encefálicas em crianças é o menor, sendo que os óbitos são provocados na maioria dos casos por traumas.
Além disso, ela afirmou que a resistência da família para autorizar a doação é maior quando envolve menores de idade. "Enfrentar a morte de uma criança é antinatural. Neste caso, as equipes também enfrentam dificuldades na notificação e protocolo. Esses três fatores influenciam no número menor de doações nesta faixa etária", justificou.
Ogle ainda lembrou que a doação do coração é mais difícil, já que o primeiro objetivo das equipes médicas é salvar o paciente e, para isso, uma alta dose de drogas é utilizada para manter os batimentos cardíacos, o que não prejudica o órgão do sobrevivente, mas inviabiliza a doação em caso de óbito. "A logística deve durar no máximo quatro horas entre a retirada do órgão e o transplante. Por isso, contamos com helicópteros e batedores da polícia até o hospital", acrescentou. Até o dia 5 de maio, 48 pessoas estavam na fila por um coração no Paraná. (R.F.)

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