Número de mortos na tragédia de Brumadinho sobe para 115
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sexta-feira, 01 de fevereiro de 2019
Agência Brasil 
Brasília - A Defesa Civil de Minas Gerais informou nesta sexta-feira (1º) que aumentou o número de mortos por conta do rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, nos arredores de Belo Horizonte. O balanço revelou 115 mortos, 248 desaparecidos e 395 localizados. Dos mortos, 71 foram identificados.
Segundo a Defesa Civil, aumentou o número de desaparecidos a partir de informações transmitidas ao serviço de ouvidoria da empresa Vale. Por isso, foram incluídos mais dez nomes na relação de desaparecidos.
Polícia
A Polícia Militar de Minas Gerais informou que 950 homens fazem os trabalhos de segurança da região de Brumadinho. Pela manhã, foi encerrado o trabalho de varredura da área rural. De acordo com o porta-voz da corporação, Jamor Flávio Santiago, um homem foi preso em Belo Horizonte ao tentar dar um golpe nos comerciantes fazendo-se passar por agente federal atuando nos resgates.
O porta-voz da PM acrescentou que é analisada a hipótese de pedir reforço policial para equipes que atuam no interior do Estado. De acordo com ele, a integração das forças de segurança será mantida por tempo indeterminado.
O delegado da Polícia Civil, Arlen Bahia, afirmou que a delegacia de Brumadinho vai funcionar de 8h à meia-noite todos os dias, incluindo o fim de semana, para atender as pessoas que precisam fazer carteira de identidade. Segundo ele, uma equipe de agentes vai se deslocar para Parque da Cachoeira para atender os atingidos pela tragédia.
O Corpo de Bombeiros informou que não há como prever uma data de encerramento das buscas por vítimas. "A gente ainda tem que fazer um planejamento, de vários dias. A perspectiva é que, ao longo do tempo, com a lama se estabilizando, a gente vá mudando as técnicas operacionais e, a partir daí, a gente tenha um panorama. Hoje, é impossível cravar uma data final das operações. Infelizmente, não", afirmou em coletiva de imprensa o chefe da equipe, coronel Erlon Dias do Nascimento Botelho.
De acordo com o porta-voz da corporação, tenente Pedro Aihara, as equipes dividiram a área vasculhada em 45 quadrantes para facilitar a distribuição de tarefas. O militar explicou que têm chegado às mãos da organização vídeos que não têm relação com o desastre, mas que são divulgados como se registrassem resgates de vítimas da ocorrência, o que tem atrapalhado a orientação dos trabalhos. "Isso acaba se tornando uma grande crueldade com os familiares das vítimas, gerando uma expectativa, uma angústia maior ainda", disse.


