Número de mortos em acidente em Londres pode chegar a 70
Londres, 06 (AE-AP) - Pelo menos 70 pessoas podem ter morrido no choque de trens de terça-feira na capital britânica (oficialmente, confirmou-se a morte de 28 pessoas), informou hoje (06) a Scotland Yard, que até o final da tarde não havia conseguido ainda entrar em nenhum dos vagões carbonizados. Simultaneamente, investigações preliminares indicavam uma possível falha humana como causa provável do acidente.
"Mais de cem pessoas estão desaparecidas", disse o vice-comissário de polícia Andy Trotter. "Mas estamos particularmente preocupados com 70 passageiros, acompanhados por amigos ou parentes até à estação, que não regressaram a suas casas."
Cerca de 150 pessoas ficaram feridas. A maioria já deixou o hospital, mas o estado de 14 é considerado extremamente grave.
Um dos trens pertencia à empresa Great Western e o outro à Thames Trains. O maquinista da Thames Trains estava trabalhando no cargo há apenas 2 meses, depois de concluir um curso de habilitação de 11 meses. Ele teria cruzado o sinal vermelho, segundo comunicado conjunto difundido pela própria Thames Trains
a Western e a Railtrack (empresa encarregada da manutenção e segurança das linhas férreas britânicas). "O sinal verde estava aberto para o trem da Western", aponta o documento. A Railtrack acrescentou que a sinalização da ferrovia não apresenta nenhum problema. "Está tudo em ordem."
Mas a associação de ferroviários (Aslef) apontou "um velho problema" próximo do local do acidente: um sinaleiro, de número 109, que de determinados ângulos fica encoberto pelos postes de energia elétrica. Esse mesmo semáforo, lembra a Aslef, já causou oito acidentes desde 1993. A central sindical ameaça convocar uma greve geral se, dentro de uma semana, as empresas responsáveis não reforçarem a segurança da ferrovia.
O trem da Western levava cerca de 500 passageiros. Procedia de Cheltenham (noroeste de Londres) e deveria parar em Paddington. Com 150 pessoas, o expresso da Thames Trains ia da capital para o interior do país.
No momento do impacto, as duas composições desenvolviam velocidade semelhante de 94 km/h. "O fogo que tomou conta dos primeiros vagões atingiu temperatura superior a mil graus Celsius", disse Malcolm Kelly, tenente da brigada de bombeiros que atendeu a ocorrência.





