Curitiba - O número de mortes por influenza no Paraná registradas este ano subiu de 168 para 188, de acordo com o boletim divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) nesta quarta-feira (13). A maioria dos óbitos (171) foi provocada pelo vírus H1N1. O avanço da doença levou a pasta a emitir uma nota técnica direcionada aos serviços de saúde com o objetivo de orientar sobre os procedimentos necessários para diminuir a transmissão entre os usuários.
Outra medida tomada para reforçar a conscientização sobre os hábitos que evitam a transmissão – ventilar ambientes, etiqueta ao tossir e lavagem das mãos por várias vezes ao dia – é a campanha "Não espalhe gripe. Espalhe essas dicas", lançada nesta semana pelo governo estadual. A meta é alertar a população para evitar a transmissão, bem como informar sobre os sintomas da doença. "Estamos no auge da sazonalidade, com mais frio e, por consequência, mais pessoas confinadas em lugares, o que propicia a transmissão. Daí a necessidade de reforçar os cuidados que precisam ser adotados", explicou a chefe do Centro de Epidemiologia da Sesa, Júlia Cordellini.
O boletim divulgado nesta quarta (13) também apontou que já foram notificados 4.288 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), sendo que deste total houve 978 confirmações de influenza - 907 de H1N1. A 9ª Regional de Saúde, com sede em Foz do Iguaçu, segue como maior motivo de preocupação para a Sesa, já que contabiliza 25 mortes por influenza, das quais 24 por H1N1. "Na próxima sexta-feira (15), faremos uma reunião técnica por videoconferência com as Regionais de Foz, Guarapuava, Cascavel e Francisco Beltrão para ampliar a orientação disponibilizada pela Sesa no intuito de estabilizar esses números", adiantou Júlia.
A 2ª Regional Metropolitana, que inclui Curitiba, contabiliza 36 mortes por influenza - 30 por H1N1. Já a 17ª Regional de Londrina permanece com o mesmos números há três semanas, com 11 mortes por influenza - dez por H1N1. A cidade de Londrina havia registrado, em boletins anteriores, cinco mortes por influenza, todas por H1N1.

OBESIDADE
A chefe do Centro de Epidemiologia da Sesa chama atenção para o fato de que, além dos grupos de riscos conhecidos como idosos e pessoas com doenças crônicas, fatores como tabagismo e obesidade também levaram alguns doentes de influenza, predominantemente de H1N1, à morte. "Temos 12 pessoas que morreram no Paraná por influenza, dentro de um universo de 37 obesos atendidos por complicações respiratórias graves e essa condição tornou a saúde deles mais frágil", ressaltou.
Outro grupo que preocupa a Sesa é o de pessoas entre 50 e 59 anos, uma vez que houve mais mortes por influenza nessa faixa etária, com 60 registros, do que no grupo dos idosos (acima de 60 anos), com 57 óbitos.

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