Número de mortes por gripe A sobe para 83
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quarta-feira, 15 de junho de 2016
Magaléa Mazziotti<br>Reportagem Local 
Curitiba - A 23ª semana de acompanhamento dos casos de gripe classificados como Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) contabilizou em todo o Estado 90 mortes confirmadas por conta de influenza, contra 74 da semana passada. A predominância do H1N1 teve prosseguimento nessas estatísticas divulgadas ontem pela Secretaria Estadual da Saúde (Sesa). O número de mortes causadas pela gripe A passou de 70 para 83 (92% do total).
Em Londrina, até 10 de junho, quando se encerrou o levantamento de dados juntos às 22 Regionais de Saúde, o número oficial de mortes por conta da gripe A permaneceu em cinco - todas causadas pelo H1N1. Em Maringá, mais uma pessoa teve a morte confirmada também por conta da gripe A, chegando a cinco o número de óbitos ocorridos devido a complicações do H1N1.
A capital paranaense, devido ao frio e à concentração populacional, segue na liderança com 13 das 14 mortes confirmadas em função gripe sendo causadas pelo H1N1. "Os anos de 2014 e 2015 nem podem ser comparados, porque a circulação viral foi diferente. Este ano há praticamente a circulação única do H1N1", explicou a chefe do Centro de Epidemiologia da Sesa, Júlia Cordellini.
De acordo com o boletim, já foram notificados 3.167 casos de SRAG no Paraná. "É importante esclarecer que todos os casos de gripe que levam ao internamento na rede pública ou privada são comunicados à Sesa. É esse o foco do acompanhamento. Os resfriados passageiros nem teriam como ser mensurados", afirmou Júlia. Desse total, já são 668 casos confirmados, 36 a mais do que no boletim passado. Destes, 619 (92,5%) foram de H1N1. No registro anterior eram 564 casos confirmados de H1N1.
De acordo com Júlia, 63% dos óbitos por gripe A são de pessoas com idade acima de 50 anos ou doentes crônicos que não tomaram a vacina. "Também chamou atenção o número de morte de pessoas contaminadas com o H1N1 na faixa entre 40 e 49 anos", acrescentou.
Quanto à vacinação dos grupos de risco, a chefe do Centro de Epidemiologia da Sesa destacou que subiu de 74% para mais de 75% o percentual de gestantes imunizadas. "Reforçamos o pedido de que as gestantes que ainda não se vacinaram procurem as secretarias municipais ou órgãos da vigilância sanitária para encontrar o local onde possam tomar a dose", informou. Outro alerta diz respeito às crianças que ainda não tomaram a segunda dose da vacina.


